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Em fevereiro, vendas no varejo crescem 0,6%

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Em fevereiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% frente a janeiro deste ano, na série livre de ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral foi de 0,2%.

Frente a fevereiro de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 0,2%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 1,4%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 1,0% em fevereiro. Frente ao mesmo mês de 2025, houve variação negativa (-2,2%). A média móvel trimestral foi 0,3%.

O acumulado dos últimos 12 meses registrou variação negativa (-0,4%).

PeríodoVarejoVarejo Ampliado
Volume de vendasReceita nominalVolume de vendasReceita nominal
Fevereiro / Janeiro*0,60,31,00,9
Média móvel trimestral*0,20,10,30,2
Fevereiro 2026 / Fevereiro 20250,21,4-2,2-1,4
Acumulado 20261,53,1-0,50,6
Acumulado 12 meses1,45,6-0,43,0
*Série COM ajuste sazonal    
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas  
   

Na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, o comércio varejista teve equilíbrio entre taxas positivas e negativas: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) apresentaram resultados positivos. Do lado negativo, ficaram quatro atividades: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou alta geral de 1,0%, com dois resultados positivos por categoria: Veículos e motos, partes e peças (1,6%) e Material de construção (0,5%).

Tabela 1 – BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Fevereiro 2026
ATIVIDADESMÊS/MÊS ANTERIOR (1)MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIORACUMULADO
Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)
DEZJANFEVDEZJANFEVNO ANO12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)-0,30,40,62,42,70,21,51,4
1 – Combustíveis e lubrificantes0,3-1,11,73,0-0,2-0,2-0,20,3
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-0,20,31,11,32,71,52,10,9
       2.1 – Super e hipermercados-0,30,50,71,32,71,52,11,1
3 – Tecidos, vest. e calçados-0,22,1-0,3-2,41,4-5,0-1,70,4
4 – Móveis e eletrodomésticos-0,50,0-0,17,46,1-1,22,63,9
       4.1 – Móveis-1,3-2,7-8,3-5,4-5,0
       4.2 – Eletrodomésticos10,69,40,75,27,0
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria-5,02,60,36,95,12,13,64,4
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria-1,9-2,02,4-1,6-3,4-4,1-3,7-1,1
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação8,3-10,1-2,731,15,50,23,04,7
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico-1,90,8-0,60,51,7-5,3-1,61,3
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)-0,90,91,02,71,1-2,2-0,5-0,4
9 – Veículos e motos, partes e peças-2,42,91,60,7-3,2-7,8-5,5-5,0
10- Material de construção-4,13,30,50,1-2,6-8,5-5,5-2,1
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo   8,52,1-1,00,6-0,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas      
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.   (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10     
   

Cinco das oito atividades tiveram resultados negativos frente a fevereiro de 2025

Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista cresceu 0,2%. Três atividades apresentaram resultado positivo e outras três ficaram no campo negativo.

A atividade denominada de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., registra queda de 5,3% no indicador interanual, invertendo trajetória positiva que acontecia desde abril de 2025 (março de 2025 houve queda de 6,2%). Com isso, o primeiro bimestre de 2026, em comparação com o primeiro bimestre de 2025, fechou em queda de 1,6%. Nos últimos 12 meses, o setor acumula ganhos de 1,3% até fevereiro, elevação menos intensa que o resultado até janeiro (1,9%). 

O setor de Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 5,0% no volume de vendas frente a fevereiro de 2025, segunda maior amplitude (no campo negativo) dentre os oito setores. Nos últimos seis meses, o único resultado positivo ocorreu em janeiro (1,4%). A contribuição para a formação da taxa global também foi a segunda maior, no campo negativo, somando -0,2 p.p. ao total de +0,2% do indicador interanual do varejo. Nos primeiros dois meses do ano de 2026, o setor apresenta perdas em relação ao mesmo período do ano anterior (-1,7%), demonstrando desaceleração em relação a janeiro (+1,4%). No indicador de 12 meses a atividade passa de 1,3% até janeiro de 2026 para 0,4% até fevereiro.

Tabela 2 – BRASIL – INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Fevereiro 2026
ATIVIDADESMÊS/MÊS ANTERIOR (1)MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIORACUMULADO
Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)
DEZJANFEVDEZJANFEVNO ANO12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)-0,40,40,34,54,61,43,15,6
1 – Combustíveis e lubrificantes0,50,41,04,71,9-1,90,03,6
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-0,60,30,63,24,02,23,15,7
       2.1 – Super e hipermercados-0,50,40,63,24,02,33,25,9
3 – Tecidos, vest. e calçados1,00,0-1,11,65,5-1,02,34,2
4 – Móveis e eletrodomésticos-0,90,6-0,54,23,7-3,90,03,0
       4.1 – Móveis1,2-0,1-6,2-3,0-2,0
       4.2 – Eletrodomésticos5,24,9-4,00,64,7
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria-3,51,91,012,410,57,49,09,4
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria-1,21,7-0,53,00,3-0,10,13,9
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação8,2-9,3-2,026,73,3-1,70,94,0
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico-1,80,9-0,34,75,7-1,72,25,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)-1,11,00,94,52,5-1,40,63,0
9 – Veículos e motos, partes e peças-1,62,41,12,1-2,2-7,3-4,7-3,0
10- Material de construção-3,22,91,03,10,3-5,7-2,70,7
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo   8,21,0-3,3-1,21,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas     
 (1) Séries com ajuste sazonal.    
     

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria teve queda de 4,1% nas vendas frente a fevereiro de 2025, terceira queda consecutiva e maior amplitude no campo negativo para o indicador interanual (-1,6% em dezembro de 2025 e -3,4% em janeiro de 2026). No primeiro bimestre de 2026, as perdas acumuladas chegam a 3,7% até fevereiro e nos últimos 12 meses o valor da taxa é de -1,1%.

O setor de Móveis e eletrodomésticos apresentou queda de 1,2% nas vendas frente a fevereiro de 2025, primeira queda após sete meses consecutivos de forte crescimento (o setor chegou a registrar variação de 8,1% em setembro e 7,4% em dezembro de 2025). No entanto, o setor inicia o ano com acúmulo positivo no primeiro bimestre, frente ao mesmo período de 2025, registrando 2,6% de alta. Nos últimos doze meses, a atividade continua demonstrando desempennho positivo, com ganhos de 3,9% até fevereiro de 2026.

O setor de Combustíveis e lubrificantes variou -0,2% em volume de vendas frente a fevereiro de 2025. Esse resultado vem após variação de igual valor em janeiro (-0,2%), que, por sua vez, sucedeu alta de 3,0% em dezembro de 2025. No primeiro bimestre de 2026 há um acúmulo de -0,2%. Nos últimos doze meses, o resultado se situa no campo positivo, mas também próximo de zero: 0,5% até janeiro e 0,3% até fevereiro.

No campo positivo, em fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025, o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou alta de 2,1% nas vendas. Esse é o maior resultado no campo positivo dentre as atividades do varejo. Ao todo, são 36 meses consecutivos de crescimento para o indicador interanual (o último mês a registrar queda foi fevereiro de 2023: -0,5%). Com isso, a atividade representa a segunda maior contribuição na taxa global do varejo, somando 0,2 p.p. ao total de 0,2%. Nos dois primeiros meses do ano o setor acumula 3,6%, menos intenso que até janeiro (5,1%). Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, o setor mostra manutenção de intensidade de crescimento, já que mantém patamar similar nos três últimos registros (4,5% até dezembro de 2025, 4,5% até janeiro de 2026 e 4,4% até fevereiro).

O agrupamento que abrange Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou alta de 1,5% nas vendas frente a fevereiro de 2025, após registrar crescimento de 2,7% em janeiro. Com isso, o setor teve a maior contribuição, no campo positivo, na composição da taxa interanual do varejo, adicionando 0,7 p.p. ao total de 0,2%. No bimestre, o setor acumula 2,1% de ganhos. Nos últimos doze meses, o acúmulo é positivo em 0,9%, mantendo estável o ritmo de crescimento (0,8% tanto até dezembro quanto até janeiro).

A atividade de revenda de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou variação de 0,2% nas vendas frente a fevereiro de 2025. Assim, a expansão da atividade alcançou estabilidade após cinco meses de crescimento intenso (chegando a atingir 31,1% de alta em dezembro de 2025). Com isso, o primeiro bimestre de 2026 fecha acumulando ganhos de 3,0%. Trajetória similar pode ser observada no indicador acumulado dos últimos dozes meses, que resgistrou 4,7% até fevereiro, aumentando o ritmo de ganhos em relação aos meses anteriores (4,1% até dezembro e 4,4% até janeiro).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado houve variação negativa (-2,2%). As empresas que comercializam Veículos e motos, partes e peças apresentaram queda de 7,8% no volume de vendas frente a fevereiro de 2025, seguindo trajetória negativa pela segunda vez seguida. O setor registra a maior contribuição, no campo negativo, dentre os onze pesquisados, somando -1,5 p.p. no total de -2,2% do resultado interanual. O primeiro bimestre de 2026 apresentou perdas de 5,5%, em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o indicador de doze meses fechou fevereiro com -5,0% em relação aos doze meses anteriores.

As vendas de Material de construção apresentaram queda de 8,5% frente a fevereiro de 2025, de maior amplitude no campo negativo do que em janeiro (-2,6%). A atividade exerceu a segunda maior contribuição negativa para a formação da taxa global, somando -0,7 p.p. ao total de -2,2% do varejo ampliado. O primeiro bimestre de 2026 fecha, também, com perdas (5,5% abaixo do primeiro bimestre de 2025). Já o indicador acumulado nos últimos doze meses até fevereiro registra queda de -2,1%, tornando-se mais negativo do que o observado até janeiro (-0,7%).

Ainda no âmbito do varejo ampliado, a atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 1,0% na comparação de fevereiro de 2026 com fevereiro de 2025, primeiro mês de decrescimento após cinco altas consecutivas (7,7% em setembro, 2,3% em outubro, 0,9% em novembro, 8,5% em dezembro e 2,1% em janeiro). No ano, o acúmulo é de 0,6% e nos últimos doze meses é de -0,9%.

Comércio varejista teve taxas positivas em 17 das 27 Unidades da Federação

Frente ao mês anterior, na série livre de ajuste sazonal, o comércio varejista teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 9 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%). O Rio de Janeiro (0,0%) mostrou estabilidade.

Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre janeiro e fevereiro de 2026 também teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (6,2%), Bahia (5,4%) e Paraná (3,7%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 10 Unidades da Federação, com destaque para: Pará (-2,1%), Amazonas (-1,9%) e Tocantins (-1,5%).

Frente a fevereiro de 2025, a variação das vendas no comércio varejista, o indicador apresentou variação de 0,2%, com resultados positivos em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Pernambuco (10,1%), Acre (8,1%) e Distrito Federal (4,8%). Por outro lado, 11 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados negativos, com destaque para: Amazonas (-7,2%), Pará (-5,3%) e Espírito Santo (-4,7%). Já no comércio varejista ampliado, houve equilíbrio entre o número de Unidades da Federação com taxas positivas (13) e negativas (13). Os destaques positivos foram Mato Grosso (7,0%), Acre (6,0%) e Mato Grosso do Sul (5,7%). As maiores quedas ficaram com Piauí (-7,5%), São Paulo (-7,4%) e Rio Grande do Sul (-6,6%). A Paraíba (0,0%) apresentou estabilidade.

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