América supera pressão, vence o ABC nos pênaltis e conquista o tetracampeonato potiguar

Em final dramática na Arena das Dunas, Alvirrubro buscou o empate aos 39 minutos do segundo tempo e garantiu o título histórico com brilho de Renan Bragança e do capitão Souza.
O futebol potiguar tem um dono absoluto em 2026. Em uma noite de sábado marcada por uma atmosfera elétrica e contornos de puro drama, o América-RN reafirmou sua hegemonia ao conquistar o segundo tetracampeonato de sua história. A glória veio após um empate por 1 a 1 no tempo normal contra o arquirrival ABC e uma vitória emocionante nas cobranças de pênaltis, fazendo explodir de alegria o lado vermelho da Arena das Dunas.
O Jogo: Pressão e equilíbrio
O clássico começou com o América impondo o ritmo característico da equipe comandada por Ranielle Ribeiro. Com trocas de passes rápidas, o Alvirrubro encurralou o ABC nos minutos iniciais. A primeira grande chance saiu dos pés de Souza, que serviu Alexandre Aruá; o jogador subiu livre, mas a cabeçada para fora deu o tom da tensão que dominaria a partida.
Após o susto inicial, o ABC conseguiu equilibrar as ações, apostando em jogadas trabalhadas entre Lucas Marques e João Diogo. O goleiro americano, Renan Bragança, começou a aparecer com segurança, enquanto o ataque do América levava perigo constante nas bolas paradas de Souza e nas investidas de Salatiel. Apesar da intensidade, o placar seguiu inalterado até o intervalo.
O Predestinado e a Reação
Na etapa final, o jogo tornou-se mais físico e truncado. O equilíbrio prevaleceu até os 28 minutos, quando a mística do clássico apareceu. Wallyson, o ídolo alvinegro que havia acabado de entrar, iniciou a jogada que terminou no gol de abertura. Após cruzamento de Jhosefer, Wallyson apareceu no lugar certo para conferir e incendiar a torcida do ABC: 1 a 0.
O título parecia escapar das mãos americanas, mas a força do “Mecão” apareceu na base da entrega. Aos 39 minutos, após cobrança de escanteio, o jovem Renzo subiu com autoridade e testou firme para o fundo das redes, empatando o jogo e levando a decisão para a marca da cal. Nos acréscimos, o ABC ainda carimbou o travessão duas vezes com Wellington Carvalho, mas o destino já estava traçado para os pênaltis.
A Glória nos Pênaltis
Nas penalidades, a estrela de Renan Bragança brilhou intensamente ao defender a cobrança de Luiz Fernando. O ABC ainda viu Lucas Marques acertar a trave, aumentando o drama alvinegro. Com a faca e o queijo na mão, o capitão Souza assumiu a responsabilidade da última cobrança. Com a frieza de quem conhece os atalhos da Arena, ele deslocou o goleiro e garantiu o tetracampeonato.
Personagens da Conquista
- Renzo: O jovem zagueiro que marcou o gol salvador no tempo normal.
- Renan Bragança: Decisivo com defesas ao longo do jogo e o pênalti defendido.
- Souza: O cérebro da equipe que coroou a atuação com o gol do título.
Com esta conquista, o América não apenas levanta mais uma taça, mas entra definitivamente para a história com o segundo “tetra” de sua trajetória, consolidando um projeto de futebol vencedor que superou a pressão do maior rival e a desvantagem no placar para celebrar no topo do Rio Grande do Norte.
Com informações de Tribuna do Norte.













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