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Gás de cozinha deve subir e pode chegar a R$ 125 no RN, pressionando ainda mais o bolso das famílias

Gás de cozinha deve subir e pode chegar a R$ 125 no RN, pressionando ainda mais o bolso das famílias

O preço do gás de cozinha deve sofrer um novo aumento no Rio Grande do Norte nos próximos dias, ampliando o impacto no custo de vida da população. A previsão é de que o botijão fique até R$ 9 mais caro para o consumidor final, podendo atingir valores entre R$ 120 e R$ 125, segundo informações do setor de revenda.

De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás (Singás/RN), o reajuste já começou a ser repassado pelas distribuidoras, com aumento médio inicial de R$ 7,11. A tendência é que a alta seja sentida de forma mais ampla a partir desta semana, à medida que os estoques antigos forem sendo substituídos.

Fatores por trás do aumento

O encarecimento do gás de cozinha é resultado de uma combinação de fatores nacionais e internacionais. Entre os principais motivos estão:

  • A alta no preço do diesel, que impacta diretamente o transporte do produto;
  • A política de preços adotada pela Petrobras;
  • Tensões geopolíticas no Oriente Médio, que influenciam o mercado global de energia;
  • Custos logísticos e carga tributária, como o ICMS estadual.

Além disso, especialistas apontam que estados como o Rio Grande do Norte tendem a registrar preços mais elevados devido à menor escala de distribuição e aos custos de transporte.

Impacto direto no consumo

O aumento já preocupa o setor e deve provocar queda nas vendas. Revendedores relatam que, diante do preço mais alto, muitas famílias acabam reduzindo o consumo ou atrasando a reposição do botijão.

Para consumidores de baixa renda, o impacto é ainda mais severo. Como o gás é um item essencial, a tendência é que as famílias precisem cortar outros gastos — como alimentação ou lazer — para manter o produto em casa.

Efeito na economia

O reajuste também pode pressionar a inflação, já que o gás de cozinha integra o índice oficial de preços (IPCA). Além do impacto direto no orçamento doméstico, há reflexos em cadeia em setores como alimentação, comércio informal e pequenos negócios, que dependem do insumo para funcionar.

Especialistas alertam ainda para um risco social: com o preço mais alto, parte da população pode recorrer a alternativas mais baratas e perigosas, como lenha e carvão.

Tendência

A expectativa é de que o aumento se consolide nos próximos dias em todo o estado, com pouca margem para absorção por parte dos revendedores. O cenário reforça o desafio das famílias potiguares diante de sucessivas altas no custo de vida em 2026.

fonte Tribuna do Norte

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