{"id":4509,"date":"2026-04-20T09:22:56","date_gmt":"2026-04-20T12:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdomagao.com\/?p=4509"},"modified":"2026-04-20T09:22:56","modified_gmt":"2026-04-20T12:22:56","slug":"trabalho-escravo-domestico-e-tema-do-caminhos-da-reportagem-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdomagao.com\/?p=4509","title":{"rendered":"Trabalho escravo dom\u00e9stico \u00e9 tema do Caminhos da Reportagem de hoje"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-04\/trabalho-escravo-domestico-e-tema-do-caminhos-da-reportagem-de-hoje\"><br \/>\n                    <img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\"  alt=\"%blogdomagao %mag\u00e3o %magao %blog @not\u00edcias\" ><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>O dia 25 de mar\u00e7o de 2026 entrou para a hist\u00f3ria como a data em que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)\u00a0reconheceu que a escraviza\u00e7\u00e3o de africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.<img  title=\"\"  alt=\"%blogdomagao %mag\u00e3o %magao %blog @not\u00edcias\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1686657&amp;o=rss\"><img  title=\"\"  alt=\"%blogdomagao %mag\u00e3o %magao %blog @not\u00edcias\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1686657&amp;o=rss\"><\/p>\n<p>Assim como outros 122 pa\u00edses, o Brasil votou a favor da resolu\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o era pra menos: <strong>4,86 milh\u00f5es de escravizados chegaram ao territ\u00f3rio brasileiro entre 1501 e 1900, segundo o Banco de Dados do Com\u00e9rcio Transatl\u00e2ntico de Escravos. Nenhum outro local recebeu mais africanos traficados.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-03\/eua-investigam-60-paises-por-omissao-no-combate-ao-trabalho-escravo\">EUA investigam 60 pa\u00edses por omiss\u00e3o no combate ao trabalho escravo.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-02\/justica-mantem-condenacao-da-volkswagen-por-trabalho-escravo\">Justi\u00e7a mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o da Volkswagen por trabalho escravo .<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-01\/atividade-urbana-concentrou-maioria-do-trabalho-escravo-em-2025\">Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O Brasil foi tamb\u00e9m o \u00faltimo pa\u00eds das Am\u00e9ricas a abolir a escravid\u00e3o, em 1888. Assim mesmo, por meio de um processo incompleto.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA data representou, \u00e9 claro, a aboli\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, mas n\u00e3o o rompimento com a forma de explora\u00e7\u00e3o do trabalho.\u00a0 A gente viu muito mais uma mudan\u00e7a na forma de explora\u00e7\u00e3o do que uma libera\u00e7\u00e3o que significasse independ\u00eancia\u201d, lembra o jornalista, cientista pol\u00edtico e diretor da ONG Rep\u00f3rter Brasil, Leonardo Sakamoto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Hoje, 138 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o desapareceu. Muitas vezes, ela se esconde dentro de casa.<\/strong> A escraviza\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica \u00e9 o tema do <em>Caminhos da Reportagem<\/em> desta semana. A rep\u00f3rter Marieta Cazarr\u00e9 ouviu v\u00edtimas, pessoas que ajudam a libertar essas v\u00edtimas e profissionais que atuam no p\u00f3s-resgate.\u00a0O programa \u201cTrabalho escravo dom\u00e9stico: sil\u00eancio e servid\u00e3o\u201d vai ar ao ar\u00a0\u00e0s 23h, na TV Brasil e no canal da TV Brasil no YouTube.<\/p>\n<p>\u201cA primeira pergunta \u00e9: para onde eu vou?\u201d, explica a ministra Liana Chaib, do Tribunal Superior do Trabalho.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu n\u00e3o tinha casa, fam\u00edlia nem ningu\u00e9m para me abra\u00e7ar\u201d, desabafa Suzana Salomono. Ela passou anos trabalhando em casa de fam\u00edlia sem receber sal\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>As equipes de reportagem em Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo, no\u00a0 Rio de Janeiro e em Belo Horizonte ouviram empregadas dom\u00e9sticas escravizadas no Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>Roberta dos Santos, de 46 anos, recebia alimenta\u00e7\u00e3o como pagamento.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cS\u00f3 que a patroa dizia que eu s\u00f3 tinha direito a um prato de comida no almo\u00e7o. No jantar n\u00e3o tinha. Nem eu, nem meu menino\u201d. O filho de Roberta \u00e9 autista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Araci do Amaral, de 73 anos, apanhou da ex-patroa e foi v\u00edtima do racismo do ex-patr\u00e3o. \u201cEle chegava xingando, falando \u2018nega, n\u00e3o sei o qu\u00ea\u2019. E me agrediu umas duas ou tr\u00eas vezes\u201d, conta.<\/strong><\/p>\n<p>Maria Santiago, de 78 anos, passou d\u00e9cadas como dom\u00e9stica escravizada. N\u00e3o recebia sal\u00e1rio nem o BPC (Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada) feito em seu nome. \u201cEu n\u00e3o sabia a senha, nem conhecia o cart\u00e3o\u201d, diz ela.<\/p>\n<p><strong>Maria Raimunda, de 63 anos, denuncia o sequestro do filho enquanto foi escravizada. \u201cEla (ex-patroa) chegou e falou assim quando eu voltei do hospital: \u2018Deixa eu pegar ele no colo, Maria\u2019. A\u00ed me deu vontade de ir no banheiro, muita vontade. Quando eu sa\u00ed, ela disse assim: \u2018Maria, o nen\u00e9m j\u00e1 l\u00e1 vai&#8230;\u2019\u201d. Maria Raimunda nunca mais viu o filho.<\/strong><\/p>\n<p>Suzana, Roberta, Araci, Maria Santiago e Maria Raimunda foram resgatadas. Elas e centenas de outras trabalhadoras salvas formam um grupo com perfil definido. \u201cMais da metade dessas mulheres t\u00eam no m\u00e1ximo a 5\u00aa s\u00e9rie de escolaridade, 24% s\u00e3o analfabetas e 72% s\u00e3o negras\u201d, afirma a coordenadora-geral de Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Trabalho An\u00e1logo \u00e0 Escravid\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, Shakti Borela.<\/p>\n<h2>Como denunciar?<\/h2>\n<p><strong>Qualquer pessoa pode denunciar situa\u00e7\u00f5es de trabalho escravo. A liga\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita, o sigilo \u00e9 garantido e o servi\u00e7o funciona 24h por dia. Basta discar o n\u00famero 100. Al\u00e9m disso, a den\u00fancia pode ser feita pelo Whatsapp (61 99611-0100) e pelo Telegram (digite \u201cDireitoshumanosbrasil\u201d na busca do aplicativo).<\/strong><\/p>\n<p class=\"wpematico_credit\"><small>Powered by <a href=\"http:\/\/www.wpematico.com\" target=\"_blank\">WPeMatico<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 25 de mar\u00e7o de 2026 entrou para a hist\u00f3ria como a data em que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)\u00a0reconheceu que a escraviza\u00e7\u00e3o de africanos foi o crime mais grave contra a humanidade. Assim como outros 122 pa\u00edses, o Brasil votou a favor da resolu\u00e7\u00e3o. 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